“Vamos Reinventar o Plástico”

Pacto Português para os Plásticos lança campanha de sensibilização.

Mais de 80 entidades nacionais, entre as quais a Sonae MC/Continente, integram a iniciativa colaborativa Pacto Português para os Plásticos (PPP). Em comum, a mesma visão para uma economia circular para os plásticos. Desde 4 de fevereiro que o compromisso e objetivos são conhecidos e que os vários signatários têm colaborado para uma rápida e eficaz transição.

Depois de unir empresas de diferentes setores, entidades governamentais, ONG’s, associações e universidades, chegou agora a altura de promover a mudança junto dos consumidores. “Vamos reinventar o plástico” é o mote da campanha de sensibilização, em tom de desafio.

No site oficial, www.pactoplasticos.pt, é possível saber mais sobre o Pacto, os membros, iniciativas internacionais semelhantes e conhecer boas práticas implementadas pelos membros do PPP (entre os quais a Sonae, com referência às várias iniciativas divulgadas no Plástico Responsável e ao site em si). Há ainda um quiz para testar os conhecimentos sobre o plástico e hábitos de consumo. Que tal pôr-se à prova?

O objetivo principal da campanha é mobilizar a sociedade para que seja possível “uma economia onde continuamos a beneficiar das características do plástico, sem impactos no ambiente”, conforme referido em comunicado. A partir de hoje (18 de setembro), serão vários os meios de divulgação. As redes sociais e pontos de venda dos membros associados, como é o caso das lojas Continente, são os meios privilegiados de comunicação direta com o público.

Vídeo da campanha“Vamos Reinventar o Plástico”

PPP, uma iniciativa colaborativa única

O PPP, liderado pela Associação Smart Waste Portugal com o apoio da Fundação Ellen MacArthur e do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, tem sido um sucesso, com os vários membros a implementarem ações. Ações essas que estão “sem dúvida, a acelerar a transição para uma economia circular para os plásticos em Portugal”, como referido por Pedro São Simão, coordenador da iniciativa. Mas, “para que estas ações atinjam os seus objetivos, é fundamental que os consumidores percebam a sua importância”, acrescenta. Esta campanha constitui o primeiro momento de sensibilização dos consumidores. Sem eles, não será possível “criar um futuro verdadeiramente sustentável e circular”, explica Pedro São Simão.

Para continuamos a beneficiar das qualidades do plástico, garantindo que não termina na natureza, é essencial que o compromisso para o seu uso responsável seja promovido e praticado por todos. O Continente orgulha-se não só de ser um dos membros efetivos do PPP, paralelamente a ter sido (Sonae MC) a primeira empresa de retalho em Portugal a assinar o Global Commitment da Ellen MacArthur Foundation. As 4,2 mil toneladas de plástico virgem que foi poupado desde que, há dois anos, o Continente empreendeu a sua Estratégia para o Plástico, não são só um número. Tal como as metas definidas no PPP, também o Continente definiu o seu compromisso para antecipar em cinco anos os objetivos europeus para 2030.

De citar também Thais Vojvodic, da Fundação Ellen MacArthur, responsável pela rede internacional de pactos para o plástico: “A cada passo dado conjuntamente, avançamos na construção de uma economia circular para o plástico, que envolve eliminar plásticos problemáticos e desnecessários, inovar para garantir que os plásticos produzidos sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis e circular esses plásticos na prática, para que sejam efetivamente reciclados ou compostados.”

Recorde as metas que os membros do Pacto Português para os Plásticos se comprometeram a atingir até 2025:

  • Definir, até 2020, uma listagem de plásticos de uso único considerados problemáticos ou desnecessários e definir medidas para a sua eliminação, através de redesenho, inovação ou modelos de entrega alternativos (reutilização); 
  • Garantir que 100 % das embalagens de plástico são reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis;
  • Garantir que 70 % ou mais, das embalagens plásticas são efetivamente recicladas, aumentando a recolha e a reciclagem;
  • Incorporar, em média, 30 % de plástico reciclado nas novas embalagens de plástico;
  • Promover atividades de sensibilização e educação aos consumidores (atuais e futuros) para a utilização circular dos plásticos.