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Uma auto-avaliação do que estamos a fazer ao Planeta?

[Vídeo] No Dia da Terra, discutiu-se o plástico em Portugal.

O planeta vive uma crise ambiental que urge resolver. No Dia da Terra, na conversa promovida pelo jornal Público e pelo Plástico Responsável Continente, procurou-se encontrar algumas pistas para o desafio de minimizar o impacto do plástico no meio ambiente – a começar pela entrevista da “detective dos plásticos”, como é conhecida a investigadora britânica Imogen Napper. Foi esse o mote que deu início à discussão entre Pedro São Simão, da Smart Waste Portugal e coordenador do Pacto Português para os Plásticos, Susana Fonseca da associação ambientalista Zero e Pedro Lago, da Sonae MC.

De lamentar a impossibilidade de participação da Secretária de Estado do Ambiente, inicialmente confirmada neste debate. “Uma discussão entre sociedade civil e Poder”, sobre “aquilo que eles podem fazer” e “aquilo que exigimos que eles façam”, como lançado inicialmente pelo moderador e diretor-adjunto do Público, David Pontes. Se “todos nós temos responsabilidades”, é imperativo o diálogo entre todos – tal como promovido nesta conversa.

Para rever:

[Se não conseguir visualizar a incorporação do vídeo: https://youtu.be/VvjOfxPjk6E]

“Não é uma questão de apontar o dedo” nem de andarmos à procura da culpa individual, como sugerido por Imogen Napper mas sim uma questão “auto-avaliação e de uma consciência sobre aquilo que fazemos”, reforçou David Pontes sobre a iniciativa cujo tema-base foi a utilização responsável do plástico para um futuro melhor.

No caso da Sonae e da Sonae MC, Pedro Lago começou por enfatizar que este é um dos temas definidos como grandes prioridades e é levado, por isso, “muitíssimo a sério” e assumido como compromisso público. Mais do que falar na redução, o diretor de projetos de Sustentabilidade e de Economia Circular do grupo falou em “circularidade porque, na verdade, o que não faz nenhum sentido é utilizarmos tantos plásticos que não são necessários.” Referiu também que “um número que nos deve envergonhar a todos enquanto sociedade” é termos “tão baixas taxas de reciclagem do plástico” quando “o plástico é altamente reciclável e o ecossistema como um todo nem sempre está a funcionar.” E é nesse sentido que têm vindo a trabalhar: “iniciamos um trabalho estrutural nomeadamente de revisão de todas as embalagens de marcas próprias e marcas exclusivas” que permite ao grupo afirmar que 73% das embalagens já são recicláveis e que tentarão alcançar o objetivo dos 100% até 2025. “Um caminho que estamos que estamos a fazer e a seguir com muito empenho”, reforçou.

Para Susana Fonseca, a primeira pergunta foi no sentido da responsabilidade das empresas e das etapas que estão ou não a ser cumpridas nesse caminho da sustentabilidade. Para a ambientalista, “para conseguirmos avançar enquanto país e enquanto União Europeia”, é essencial que“existam regras claras que todos têm que seguir”, assumindo também a posição da Zero enquanto “defensores de uma regulamentação que crie condições iguais para todos”. A dificuldade maior talvez seja em relação ao modelo do descartável e ao trabalho que há a fazer para conseguirmos a reciclabilidade: “nós enquanto ONG, defendemos que o fundamental para conseguirmos alterar estruturalmente os indicadores que nos preocupam é,  de facto, um trabalho mais estruturado em termos de redução e de reutilização.”

Foi na perspectiva de apresentar a Smart Waste Portugal e de introduzir o Pacto Português para os Plásticos que Pedro São Simão entrou na conversa. Mais do que apostar na reciclagem, importa reter que “os resíduos de uma determinada entidade podem ser recursos para outra”. E é por isso tão importante “criar as pontes necessárias e a ligação entre diferentes cadeias de valor” para tornar esta realidade possível, nomeadamente através da colaboração entre todos.

Foi desta base que partiu a conversa de quase uma hora e meia, bastante participada com questões do público. A nota final foi de um certo optimismo, partilhado por todos os intervenientes. Para (re)ver e refletir.