Reciclar máscaras descartáveis para produzir viseiras de proteção

Empresa francesa aposta na descontaminação e reutilização do plástico.

Reciclar ou não reciclar as máscaras descartáveis, eis a questão? Tal como no plástico no geral, o destino final que é dado a muitas máscaras de proteção tem-se tornado um problema à escala global. Máscaras, luvas e outros equipamentos são encontrados “descartados” na natureza e já chegaram aos oceanos. A (im)possibilidade de reciclagem tem sido debatida por todo o mundo mas há uma empresa francesa, a Plaxtil, que está a apostar num processo de descontaminação e de reutilização dos materiais.

Primeiro, as máscaras passam por um período de quarentena antes de serem desinfetadas através de luz ultravioleta. Depois então passam por um processo de transformação no qual o material das máscaras é convertido novamente em partículas de plástico, prontas para serem reutilizadas. Segundo os representantes da Plaxtil, o polímero resultante deste processo pode ser reciclado vezes sem conta.

Para já, a recolha de máscaras usadas faz-se apenas através de parceiros da região francesa de Nova Aquitânia, onde a empresa tem sede. Há pontos de recolha estrategicamente colocados em zonas onde habitualmente aparecem máscaras, como na via pública e perto de supermercados e de farmácias.

Criada em 2019, a empresa francesa dedica-se exclusivamente a produzir plástico ecológico a partir de desperdícios. Com a incorporação de material resultante das máscaras de proteção, tem despertado o interesse de várias entidades internacionais. Além de proporcionar uma solução sustentável para um equipamento descartável, a Plaxtil está a utilizar o material reciclado na produção de outros equipamentos de proteção contra a covid-19, como é o caso das viseiras.

Reportagem France 24 via Twitter: