Os recursos naturais esgotaram-se. E agora?

Este ano, o Dia da Sobrecarga do Planeta assinala-se a 22 de agosto.

Em 2020, o dia que assinala o limite de recursos naturais que a terra consegue regenerar num ano foi adiado quase três semanas em relação a 2019. É mais um reflexo do impacto que a pandemia causou no ambiente. No entanto, é possível repensarmos a nossa pegada ecológica para que esta data simbólica se adie o mais possível sem que seja necessário obrigar o mundo a parar.

Dia da Sobrecarga do Planeta. O que é?

O Dia da Sobrecarga do Planeta (Earth Overshoot Day) assinala a data em que a humanidade terá esgotado os recursos naturais que o planeta é capaz de renovar naquele mesmo ano. Desde 1987 que a Global Footprint Network calcula esta espécie de índice da pegada ecológica mundial. Ao longo dos últimos anos, o limite é atingido cada vez mais cedo: em 2000 foi 1 de Novembro, em 2019 foi atingido a 29 de julho, só em 2020 foi possível atrasar essa data até 22 de agosto e contrariar a tendência registada até então. A mensagem este ano é bem clara: não é preciso uma pandemia para conseguirmos, em conjunto, agir de forma mais consciente.

Segundo a associação Zero explicou, em declarações ao Público, “o défice ecológico global”, iniciado em meados dos anos 1970, “ já fez que tenhamos uma dívida ecológica acumulada correspondente a 18 anos”. O planeta Terra precisava de quase duas décadas para recuperar dos “danos causados pelo consumo excessivo dos seus recursos”.

O cálculo do Dia da Sobrecarga do Planeta é também feito por país: Portugal já teria esgotado os recursos naturais para este ano a 25 de maio – o que significa que Portugal está a consumir anualmente o equivalente aos recursos de mais de 2,5 “portugais”.

O que podemos fazer?

Para assinalar a efeméride, sugerimos explorar a página oficial Earth Overshoot Day, onde se podem encontrar soluções mais ou menos complexas, dicas para que este dia seja adiado nos próximos anos e atividades para fazer em família. 

Faça parte do movimento #MoveTheDate e partilhe ideias nas redes sociais, usando a hashtag referida.

O papel das empresas – o caso do Continente

“Reduzir ou mesmo eliminar a utilização de materiais de origem fóssil” é um dos compromissos assumidos pelo Continente para uma utilização mais responsável do plástico. A Sonae, da qual o Continente faz parte, é uma das maiores empresas portuguesas e inclui a sustentabilidade nas suas ferramentas de gestão desde longa data Tal como é um exemplo no que respeita à responsabilidade ambiental enquanto companhia, assume também um papel importante na sensibilização de fornecedores, colaboradores e consumidores para a responsabilidade conjunta nestas matérias – nomeadamente, através da plataforma Plástico Responsável Continente.

Calcule aqui a sua pegada ecológica:

Quantos planetas seriam precisos se todos vivessem como tu?