Beatas, pontas de cigarros, filtros de tabaco espalhados por todo lado e que, à medida que se vão decompondo, se transformam em microplásticos. Não são biodegradáveis e contêm milhares de substâncias tóxicas. Desde setembro de 2019 que atirar beatas para o chão dá direito a multa mas nem sempre há cinzeiros por perto e não raras vezes as pontas dos cigarros acabam no chão.
Se Maria Beata é sinónimo de cinzeiro portátil, a agência criativa Lola Normajean desafiou a marca para uma campanha conjunta que “ironiza a ‘criatividade’ daqueles que deitam fora as beatas de cigarro nos lugares mais inusitados”, lê-se na apresentação do Museu da Beata. Antes da “visita” à exposição que foi “criada para desaparecer”, uma solução para o problema: descartar corretamente as beatas.
Cinzeiros portáteis Maria Beata, uma solução real
André Oliveira diz ser uma pessoa dinâmica, característica que a amiga Bau, fumadora, lhe reconhece, tanto que o desafiou para um projeto diferente: criar cinzeiros portáteis. Ele, que não é fumador, percebeu logo o potencial da ideia. No final de 2020, nascia a marca Maria Beata com três modelos de cinzeiros e com o objetivo maior de evitar o destino de muitas beatas, que acabam no chão.
Fizeram testes com amigos, pensaram e repensaram o material – alumínio – e a produção começou, em quantidades pequenas. A venda é feita essencialmente online e fizeram parceria com algumas tabacarias na zona de Lisboa. No início de 2022, a Lola Normajean, agência criativa, achou-lhes piada e desafiou a marca para uma campanha inovadora e que em tudo tem que ver com a missão “maior” da Maria Beata: contribuir para diminuir a “praga” das beatas, um problema ambiental real e que pode ser evitado por todos.

O Museu da Beata
Em princípio, “qualquer um pode ser um curador do Museu da Beata”, desafia André Oliveira. Os “requisitos” são apenas “encontrar beatas descartadas que se parecem com obras de arte ou monumentos” e “identificá-las com placas provocativas”. A galeria virtual está no Instagram da Maria Beata e quantas mais participações, melhor. “Quanto maior esta coleção insólita ficar, mais limpas ficarão também as ruas de Portugal e, por consequência, os oceanos”.
Visita ao Museu da Beata


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