Espécie única, da família do lixo plástico, ocupa Campo Pequeno

Intervenção artística dos Skeleton Sea é um alerta ambiental. 
Skeleton Sea Campo Pequeno

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Um “bicho feio”, grande, composto por sucata e lixo de plástico recolhido nas praias, está desde 18 de fevereiro em pleno Campo Pequeno, em Lisboa. “The Machine” do coletivo Skeleton Sea foi feita com mais de 500 quilos de resíduos e é mais uma chamada de atenção para o que se está a passar à nossa volta: toneladas de plástico descartado, desnecessário e que interfere com o normal funcionamento dos ecossistemas marinhos. 

https://www.facebook.com/SkeletonSea/videos/3556672867892783/

Bizarro plástico no oceano

Em 2019, a propósito de uma intervenção junto à estação de metro da Trindade, no Porto, tivemos oportunidade de fazer algumas perguntas a Xandi Kreuzeder, um dos membros do coletivo. O surfista alemão vive há alguns anos na Ericeira, onde fica a base dos Skeleton Sea, e foi lá que conheceu os amigos e também surfistas João Parrinha e Luis de Dios. Contou-nos que em 2004, numa expedição até um surf spot remoto na ilha de São Jorge, nos Açores, caminharam durante horas entre o Atlântico e as belas e verdes colinas da ilha. “Só vimos uma coisa bizarra…”, recordou Xandi, “uma faixa colorida de lixo plástico ao longo das rochas, até onde a nossa visão conseguia chegar”. O oceano estava constantemente a trazer lixo da costa e o lixo estava a acumular-se. Foi então que nasceu a ideia de começarem um projeto artístico que transformasse o lixo em arte e consciencializasse as pessoas para manterem os oceanos limpos. “Na viagem seguinte que fizemos juntos, a Fuerteventura, começámos a construir as nossas primeiras esculturas”. De certa forma, contou, “faziam lembrar a Skeleton Coast, na Namíbia, que tem imensos destroços de naufrágios… e foi assim que surgiu o nome, Skeleton Sea”. 

“As crianças são têm uma percepção diferente das coisas”

Segundo o jornal Público apurou, “o bicho estranho é inspirado nos animais mecânicos que povoam o universo pós-apocalíptico de Horizon Forbidden West”, um videojogo acabado de lançar. “As crianças são o nosso futuro e é verdade que são muito mais abertas e têm uma percepção diferente das coisas”, partilhou Xandi Kreuzeder com o Plástico Responsável Continente há três anos. Ao usar um jogo como inspiração, os Skeleton Sea estão, no fundo, a ‘piscar o olho’ aos miúdos. 

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