Celebrar os oceanos com um apelo à inovação e à ciência

ONU relembra a importância da conservação e da sustentabilidade.

Desde 2009 que 8 de junho é dia de celebrar os oceanos. Na data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para honrar o nosso planeta, cuja superfície é cerca de 71% de água, destaca-se anualmente um tema específico. No ano passado, o foco das iniciativas programadas um pouco por todo o mundo foi evitar a poluição por plástico. Este ano, António Guterres, secretário-geral da ONU, apela ao compromisso de todos com a “conservação e a sustentabilidade dos oceanos” através da inovação e da ciência. Guterres relembra ainda que os oceanos funcionam como “pulmões” do planeta e que desempenham um papel fundamental para o equilíbrio climático:

Apostar na inovação para um oceano sustentável e proteger pelo menos 30% do nosso “planeta azul” até 2030 é um dos principais pilares desta demanda, envolvendo não só a comunidade científica mas todos os que habitam o planeta. Há uma petição online  para exigir que todos os governos da COP15 (que acontece em outubro) se comprometam com o chamado “programa 30×30”.

Portugal deveria acolher nesta altura a conferência da ONU sobre os oceanos, adiada devido à covid-19. Em entrevista à agência Lusa a propósito do Dia Mundial dos Oceanos, Ricardo Serrão Santos, ministro do Mar, afirma que apesar do impacto da pandemia, “a aposta na economia azul tem de se manter”. Mostrou-se empenhado em “conseguir corrigir muitas coisas” ao nível da recuperação dos ecossistemas, por exemplo. Deixou ainda um pedido, “que o mundo mude e inove na maneira como utiliza o oceano.

A Associação Natureza Portugal/World Wildlife Fund (ANP/WWF) e a Fundação Oceano Azul fizeram uma declaração conjunta para que “os oceanos sejam considerados na recuperação económica após a pandemia de covid-19”. Enquanto grande “regulador do clima”, o oceano “suporta a vida no nosso planeta” e é fundamental “para a nossa sobrevivência e bem-estar”, relembram.

Já a Zero, associação ambientalista, assinalou a efeméride com a identificação de cinco prioridades para os oceanos, entre as quais limpá-los de todo o plástico: “Os oceanos enfrentam uma ameaça enorme e crescente pelas mais de oito mil milhões de toneladas de plástico” que todos os anos afetam os ecossistemas marinhos. Uma quantidade equivalente a “despejar um camião de lixo cheio de plástico nos oceanos a cada minuto”, compara a associação.