É fã de festivais de verão? Estes têm como foco a sustentabilidade

Os festivais de verão têm adotado cada vez mais medidas ecológicas mas estes festivais já nasceram com a sustentabilidade na sua génese
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Por todo o mundo, promotores de festivais têm-se empenhado a aumentar as medidas de sustentabilidade ambiental que permitam minimizar os seus impactos ambientais. Mas Portugal é já há muito uma referência na adoção destes tipo de medidas em festivais de música e arte – e há cada vez mais bons exemplos a nascer.

Conheça alguns festivais de verão focados na sustentabilidade e não se esqueça de seguir as nossas dicas de como ser mais sustentáveis nestes eventos.

#Waking Life

Há seis anos consecutivos que o festival Waking Life oferece um cenário idílico para celebrar o solstício de verão, com música, arte e espaço para debates e educação. 

O festival ergue-se junto ao lago na Barragem das Nascentes, no coração do Alentejo, durante seis dias em junho. No entanto, o trabalho da comunidade Waking Life na vila do Crato prolonga-se por todo o ano, através de um projeto de regeneração da terra que visa transformar o recinto do festival, de 35 hectares, num parque público biodiverso, “onde a flora e a fauna se transformam em novos ecossistemas vibrantes”. Além disso, organiza eventos, workshops, iniciativas escolares e juvenis e outras iniciativas durante todo o ano. 

Por este posicionamento focado na ecologia, o Waking Life intitula-se um “ato de resiliência eco-comunitária e uma experiência de construção circular do mundo”.

#GOAT Community

É sob o cenário bucólico das Montanhas Mágicas, em São Pedro do Sul, que se realiza em julho o festival de música eletrónica GOAT Community. São cinco dias em que se celebram também a natureza e a cultura locais. 

Este festival surge do sonho de um grupo de amigos, nascidos na região, em criar eventos que ajudem a combater a desertificação das localidades espalhadas pelas Montanhas Mágicas. A organização defende que é necessário “ocupar as serras”, de forma a vigiar e sensibilizar para ameaças, como os incêndios. 

Neste sentido, as infraestruturas do festival constroem-se a partir da madeira que é desperdiçada por madeireiros da região, assim como de outros materiais desaproveitados. 

Para além do dancefloor, há espaço para promover projetos da região, como marcas de sabonetes, perfumes naturais e biquínis de origem sustentável. Comprometida com a população local, a organização do GOAT Community tem também vindo a apoiar financeiramente bombeiros e associações da região. 

#Periferias

Com mais de uma década de existência, o Periferias é um festival que visa trazer o cinema de autor até às comunidades mais rurais, abrindo espaço para a discussão e educação para os direitos humanos, o meio ambiente, a arte e a cultura. 

Atualmente, o festival decorre ao longo de 15 aldeias espalhadas entre o Marvão (Portalegre) e Valência de Alcántara (Espanha), tendo-se tornado também numa plataforma de aproximação e partilha cultural entre as populações transfronteiriças. 

Durante mais de uma semana, em setembro, os filmes são exibidos ao ar livre, em locais como o Castelo e a Casa da Cultura de Marvão, o Lagar Museu António Picado Nunes, em Galegos, ou o Largo da Igreja de Santo António das Areias. Mas o festival conta ainda com caminhadas pela região, visitas guiadas por diversos espaços, atividades de literatura e música.

#Boom Festival 

Pioneiro em muitas medidas de sustentabilidade entretanto replicadas em muitos outros festivais, o Boom Festival tem talvez na sustentabilidade o seu grande motivo de sucesso. O festival detém o Boom Lab, através do qual desenvolve tecnologia sustentável para eventos, e foi já convidado pela Organização das Nações Unidas para fazer parte da United Nations Environmental and Music Stakeholder Initiative, um grupo de trabalho que tem como objetivo promover as práticas ambientais associadas a eventos musicais.

Casas de banho compostáveis, tratamento das águas cinzentas através da oxigenação e da flora,  utilização de biodiesel para alimentar geradores, módulos de energia solar, bambu para construção das infraestruturas são algumas das medidas que o festival que se realiza a cada dois anos em Idanha-a-Nova foi adotado ao longo dos anos. 

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