Mas afinal… qual é o problema do plástico?

Apesar de ser uma matéria-prima com características excecionais na relação versatilidade/preço, o plástico tem uma outra peculiaridade que, de tão especial que é… se tem tornado numa verdadeira dor de cabeça: a sua durabilidade.

O plástico é tão resistente que  não se decompõe na natureza. Fruto também da má gestão de resíduos, o plástico tem-se acumulando um pouco por todo o lado e afetado o natural desenvolvimento da fauna e da flora em certas zonas do globo –  e o problema parece aumentar a cada dia. A começar numa escala micro e individual a acabar numa escala global, as grandes empresas têm uma responsabilidade acrescida.

A quantidade de plástico que se vai acumulando um pouco por todo o lado, dos aterros ao fundo dos oceanos, não pode aumentar. Um estudo publicado em Julho de 2017 pela revista científica Science Advances, citado pela National Geographicapresenta, pela primeira vez, uma análise de todo o plástico que já foi produzido no mundo e o destino que lhe terá sido reservado.  Os números da produção em massa, a partir do final da Segunda Guerra Mundial, são impressionantes: “8,3 mil milhões de toneladas métricas — na sua maioria, relativa a produtos descartáveis que acabam por ir parar ao lixo. Desta quase gigantesca quantidade de plástico, cerca de 6,3 mil milhões de toneladas são resíduos e estima-se que apenas 9% tenham sido reciclados. Os restantes 91%? Vão-se acumulando e acumulando na natureza.

Segundo dados da Comissão Europeia, a Europa produz cerca de 58 milhões de toneladas de plástico por ano e Portugal contribui com quase 370 mil toneladas, uma média de 31kg de plástico por pessoa. Para uma mudança efetiva, que proteja o Ambiente, tornou-se necessário definir limites e traçar objetivos e a União Europeia determinou que, até 2030, todas as embalagens plásticas serão recicláveis.

Em Portugal, estima-se que o consumo anual de plástico seja de 31kg por pessoa

As grandes empresas têm responsabilidade acrescida neste desafioe o compromisso assumido pela Sonae MC é o de antecipar para 2025 a ambição definida pela União Europeia para 2030, reduzindo, até eliminar, a utilização de materiais de plástico de origem fóssil. Contribuir para uma maior reciclabilidade dos plásticos utilizados, incorporar cada vez mais materiais reciclados em novos produtos e promover a reutilização de produtos são algumas das prinicipais medidas. Em simultâneo, há uma vontade explícita de divulgar e apoiar iniciativas que persigam os mesmos propósitos.