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Uma “caminhada pelas beatas” de norte a sul do litoral português

Nova missão de Andreas Noe, “The Trash Traveler”, até 28 de setembro.

Desde setembro de 2020 que atirar beatas de cigarros para o chão dá direito a uma multa que pode chegar aos 250 euros. As pontas dos cigarros não são biodegradáveis, contêm milhares de substâncias tóxicas e vão-se decomponho, gradualmente, em microplásticos. Antes da entrada em vigor desta lei, só em Portugal, a média estimada, segundo um artigo do Público, era de sete mil beatas por minuto diretas para o chão. Apesar da lei, as pontas de cigarros continuam a aparecer por todo o lado, tipo praga. 

Depois de 60 dias a caminhar pelas praias portuguesas para recolher lixo, o alemão Andreas Noe, mais conhecido por The Trash Traveler, tem agora, um ano depois, uma nova missão. A juntar aos 832 quilómetros que fez e a todo o plástico que foi recolhendo por esses areais fora, a odisseia a que agora se propõe para despertar consciências foca-se nas pontas dos cigarros.

Não tanto pelas praias mas onde fizer sentido, no litoral, estar com pessoas, abordá-las e envolvê-las em ações, Andreas e a sua comitiva tentarão marcar presença. A ideia é juntar todas as beatas recolhidas e criar peças de arte, sendo que o objetivo principal da iniciativa é mesmo o de sensibilizar para o problema do lixo plástico, neste caso específico das pontas de cigarros, que acabam por prejudicar as espécies no mar e na terra, já que muitos animais as confundem com alimento. 

Entre 5 de agosto e 28 de setembro pode espreitar no website dedicado à “caminhada pelas beatas” (The Butt Hike) onde estará Andreas e juntar-se às atividades de limpeza e de sensibilização. Também pode apanhar pontas de cigarro individualmente e levá-las/enviá-las para o The Trash Traveller (os melhores “colecionadores” de beatas recebem prémios sustentáveis, segundo anunciado na página).

Em setembro de 2019, Andreas, a trabalhar na área da biologia molecular, despediu-se para viajar na sua caravana e recolher lixo. Rapidamente a sua missão passou a ser, paralelamente, uma espécie de luta contra o plástico. É através da sua página no Instagram que partilha o que vai apanhando nas suas jornadas. Andreas já se tornou numa espécie de influencer pelas publicações criativas, muitas musicadas por si, que vai publicando. Nos vídeos, descreve os objetos que apanha e sugere de que forma irão prejudicar a natureza. De uma forma divertida, consegue sensibilizar os seguidores para coisas sérias. 

Para se juntar a esta caminhada e às limpezas que estão a ser planeadas por todo o país, verifique no mapa disponibilizado no website The Butt Hike onde estará a carrinha azul de Andreas. No máximo um dia antes do agendado, serão disponibilizadas informações mais concretas sobre horário e local. Se decidir juntar-se a esta missão, não se esqueça de levar luvas reutilizáveis e sacos ou baldes (reutilizáveis, pois claro). As garrafas de plástico descartável são desaconselhadas uma vez que as betas as contaminam e impedem posterior reciclagem, segundo aviso na página da iniciativa. 

E há um possível recorde mundial para superar: quantas pontas podem ser apanhadas em 2 meses? Estão todos convidados a participar: “este é um projeto inclusivo para aumentar a conscientização de uma comunidade de mente aberta”, explicou Andreas Noe. 

#thebutthike