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Tóquio 2020, as olimpíadas da sustentabilidade

Medalhas e pódios dos Jogos Olímpicos feitos com plástico reciclado. 

A 23 de julho, com um ano de atraso devido à pandemia, começam, finalmente, os Jogos Olímpicos de Tóquio, o primeiro grande evento mundial desta década. Com o agravamento da crise climática, fenómenos extremos como as recentes cheias na Europa e os incêndios devastadores na América do Norte serão, previsivelmente, mais frequentes. Com todos os olhos postos nos Jogos Olímpicos, foi definida uma estratégia para a sustentabilidade orientada pela máxima “Be better, together – For the planet and the people” (“Sejamos melhores, juntos – Pelo planeta e pelas pessoas”). 

Em termos práticos, o Comité Olímpico Internacional definiu algumas orientações para que, efetivamente, desafios como a redução do desperdício e a reciclagem sejam cumpridos. No que respeita ao plástico, foi redigido um guia, com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, para evitar o plástico descartável e desnecessário durante a competição. No “Plastic Game Plan for Sport” há orientações sobre a eliminação do plástico nos eventos desportivos – e não só para este evento – e são apontados alguns exemplos já implementados. “O desporto tem uma capacidade incomparável de motivar e inspirar um grande número de pessoas”, assim começa. Um manual de boas práticas que merecerá a nossa atenção, mesmo após os Jogos.

Ilustração exemplificativa de como o plástico está “em todo o lado” nos eventos desportivos

Subir ao pódio da sustentabilidade

Em resultado de uma campanha nacional de recolha, os japoneses conseguiram reunir mais de 6 milhões de telemóveis usados que foram transformados, juntamente com outros dispositivos eletrónicos, nas 5000 medalhas que irão ser atribuídas aos melhores atletas dos Jogos Olímpicos. Os metais preciosos extraídos da reciclagem dos aparelhos renderam cerca de 32 quilos de ouro, 3.500 de prata e 2.200 de bronze. Também as fitas que seguram as medalhas foram feitas com poliéster reciclado. 

Para construir os 98 pódios da competição, desenhados pelo artista japonês Asao Tokolo, foram utilizadas 24,5 toneladas de plástico doado pelos japoneses. Cada estrutura é formada por pequenos cubos modulares que facilmente se adaptam para dar lugar a um pódio adequado aos Jogos Paralímpicos (que começam em agosto, após os Olímpicos de verão). No final dos Jogos, os pódios serão reciclados pela Procter & Gamble, para embalagens de champôs e detergentes de marcas que detêm, como Pantene e Fairy.

Segundo a organização, também os uniformes oficiais foram confecionados com materiais sustentáveis e até a base que suporta a tocha olímpica foi feita com alumínio e outros materiais reciclados. Tóquio quer ter os Jogos mais “verdes” de sempre, com vários exemplos de planeamento sustentável e com a preocupação subjacente de, no pós-evento, a sustentabilidade integrar o legado para as próximas Olimpíadas. 

Seis exemplos de como os Jogos Olímpicos de Tóquio são mais sustentáveis.