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The Good Bottle, a garrafa biodegradável portuguesa feita à base de algas

Material inovador foi desenvolvido pela plataforma Fibrenamics da Universidade do Minho. 

Criar soluções sustentáveis a partir da investigação e desenvolvimento de fibras é o compromisso da plataforma Fibrenamics, umbilicalmente ligada à Universidade do Minho. Desafiada pela Fundação Mirpuri para desenvolver uma matéria-prima capaz de substituir o plástico de uso único, a Fibrenamics concebeu um material para embalagens 100% biodegradável e de degradação rápida, feito à base de algas. 

João Bessa, Technology Manager da Fibrenamics, explicou que “neste momento, apenas foi estudada a aplicação da matéria-prima desenvolvida para garrafas de água”, mas poderá “num futuro próximo” ser considerada para “outro tipo de embalagens e componentes plásticos, sobretudo de uso único”.

A novidade foi apresentada no início de junho sob a forma de garrafa de água, uma parceria com a Água de Monchique, que assumiu a industrialização do projeto. “Após a validação preliminar da produção de garrafas a partir deste novo material”, contou João Bessa, e “com o objetivo de avaliar a influência do material desenvolvido na qualidade da água”, nasceu a The Good Bottle, como foi batizada a garrafa, que é, como sugere o nome, boa para o ambiente.

O protótipo desenvolvido pela equipa de cientistas da Universidade do Minho é 100% biodegradável e compostável, substituindo, assim, as opções descartáveis. A base polimérica, à base de algas, forma uma espécie de bioplástico. Questionado sobre o destino que deverá ser dado a esta garrafa, depois de consumida a água, o porta-voz da Fibrenamics explicou que “estas garrafas são desenvolvidas com base numa matéria-prima biodegradável e compostável”, não sendo, portanto, recicláveis. “No final do seu ciclo de vida devem serem depositadas no lixo orgânico e não no ecoponto amarelo.”

De acordo com o comunicado de imprensa que acompanhou o lançamento da garrafa, a taxa de biodegradabilidade da The Good Bottle é de 74% ao fim de 45 dias em condições de compostagem controlada e de 90% até 12 meses, dependendo das condições a que está exposta. Imaginando que estas garrafas acabavam no oceano, como infelizmente acontece com muitos objetos semelhantes, as mesmas poderiam servir de alimento às espécies marinhas uma vez que a sua composição é à base de algas. É também de salientar que garrafa e tampa são constituídas pelo mesmo material de base orgânica, pelo que são igualmente biodegradáveis em contacto com o lixo orgânico. 

“Esta é uma iniciativa pioneira e inovadora, que pretende liderar a mudança necessária, inspirando os mais diversos setores a oferecerem ao consumidor escolhas cada vez mais responsáveis e que não ameacem a sobrevivência das gerações futuras”, referiu Paulo Mirpuri, Presidente da Fundação Mirpuri. Desde 2018 que foi estabelecido um protocolo entre a Fundação e a Universidade do Minho para investigação e desenvolvimento de soluções alternativas à produção massiva de embalagens de plástico.