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E se caísse uma “chuva de plástico” sobre os governantes?

Greenpeace UK lança campanha satírica.

Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, surge em frente ao número 10 de Downing Street – morada oficial que ocupa quem está no cargo. Jornalistas ao seu redor, como habitualmente acontece em comunicados à imprensa, mas, de repente, começam a cair objetos de plástico do céu. Uma “chuva de plástico” abate-se sobre Boris Johnson, que em poucos segundos desaparece coberto pelo lixo que não para de cair do céu, e a rua é tomada por milhões de objetos de plástico. É assim a curta-metragem de animação que a Greenpeace lançou como apelo à responsabilização dos governantes pelas toneladas de resíduos de plástico que o Reino Unido exporta anualmente.

No filme, o primeiro-ministro enumera algumas das medidas implementadas para travar a proliferação desnecessária do plástico. No entanto, segundo as informações divulgadas pela organização não governamental, o plástico que é alegadamente encaminhado pelo Reino Unido para reciclagem é, afinal, enviado para outros países. E os números são chocantes: a Greenpeace aponta 1,8 milhões de quilos de lixo plástico por dia, o que dá uma média anual de cerca de 688 mil toneladas de resíduos cujo fim é incerto. Apenas se sabe que segue para outros países.

“O nosso plástico está a alimentar crises na vida selvagem em todo o mundo” é uma das principais acusações que acompanha a campanha. No Twitter, a Greenpeace UK lança um repto direto, apoiado em números impressionantes: o lixo marinho mata cerca de 1 milhão de aves marinhas, 100 mil mamíferos marinhos e incontáveis peixes (de acordo com as Nações Unidas). Como segundo maior produtor de plástico per capita do mundo, “o Reino Unido deve tomar medidas reais para reduzir a produção de plástico”. 

A ONG, conhecida pelas campanhas de choque, acusa os países ricos de explorar os mais pobres, ao exportarem o lixo. “O plástico não é apenas um problema para a vida selvagem e para os oceanos”, pode ler-se num dos tweets. “É um problema também para as pessoas”, defende a Greenpeace, afirmando mesmo que “as comunidades locais perto de onde o plástico do Reino Unido é despejado e queimado estão a desenvolver graves problemas de saúde”.