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Garrafas de plástico transformadas em barcos

Barcos ecológicos são inovação nos Camarões.

Camarões, país africano junto à Nigéria com uma diversidade geológica muito peculiar: tem praias, montanhas e desertos e recursos naturais que lhe permitem ter mais estabilidade do que outros países com que faz fronteira.  No entanto, as consequências das alterações climáticas e a crescente poluição provocada pelo plástico descartado na natureza estão a pôr em risco uma das atividades económicas mais importantes: a pesca. Para travar esse problema, a Madiba & Nature, sem fins lucrativos, começou a recolher lixo de plástico e a reutilizá-lo para construir barcos.

Numa entrevista ao Fórum Económico Mundial, Ismael Ebone, fundador do projeto, partilhou algumas ideias sobre o impacto desta solução que além de travar um problema ambiental, está a criar emprego.

Reutilizar garrafas de plástico para construir barcos

Limpar as praias, reutilizar o plástico recolhido e construir barcos a preços acessíveis. Esta ‘fórmula’ criada por Ismael Ebone já está a ter resultados. Segundo o criador do projeto, os pescadores dos Camarões precisavam de um apoio assim, que lhes permitisse ter acesso a barcos melhores e que, ao mesmo tempo, os resíduos de plástico fossem travados antes de chegarem ao mar e afetarem a vida marinha.

Sem recursos financeiros, Ismael começou por reunir uma equipa de voluntários locais para limparem as praias e foi aprofundando, também, técnicas para construir barcos resistentes com as garrafas de plástico que iam juntando. Em apenas um ano, foram construídos 50 barcos tendo como base o plástico proveniente maioritariamente de garrafas PET recolhidas nas limpezas de praia. Os barcos são simples mas funcionam: servem os pescadores locais na perfeição.

O projeto envolve a comunidade piscatória, voluntários e escolas dos Camarões. O sistema de recolha, gestão e tratamento dos resíduos, na base da Madiba & Nature, é possível replicar em outros países africanos – um dos grandes objetivos de Isamel Ebone. Apesar de se basear na economia circular e dos recursos humanos serem voluntários neste projeto comunitário, Ismael reconhece que a divulgação mundial que conseguiu através de entrevistas e reportagens sobre o projeto lhe proporcionaram parcerias e donativos que proporcionaram um crescimento significativo em pouco tempo.