Greve Climática Estudantil: uma luta global pelo futuro do planeta

A 15 de março de 2019, milhares de jovens, em 125 países, reivindicaram aos governos de todo o mundo uma efetiva intervenção pelo futuro do planeta. A próxima greve está marcada para 24 de maio.

Milhares de jovens faltaram às aulas, inspirados no exemplo de Greta Thunberg, para chamar à atenção dos governos para a urgência de uma mudança de atitude no combate às alterações climáticas. Pediram uma ação mais interventiva, com medidas concretas, como mais energias alternativas e a redução da produção de plástico.

O movimento começou com Greta Thunberg, a sueca de 16 anos apontada como candidata a Nobel da Paz. Até ser ouvida, Greta faltou às aulas e manifestou-se em frente ao parlamento sueco todas as sextas durante meses. Foi convidada a discursar na Cimeira do Clima das Nações Unidas e acusou os políticos de terem demasiado receio de ser impopulares e, por isso, não enfrentarem esta crise como uma verdadeira crise. “Se umas quantas crianças conseguem ser notícia por todo o mundo só porque faltam às aulas, então imaginem o que podemos fazer todas, se realmente quisermos.”

Em Portugal, houve protestos em 28 localidades.

“Esgotaram as desculpas e estamos a ficar sem tempo. Estamos aqui para vos dizer que a mudança está a chegar, quer queiram quer não. O verdadeiro poder pertence às pessoas.” Greta despertou o mundo: de Portugal à Austrália, da Coreia do Sul à Argentina, milhares de jovens manifestam-se pelo futuro do planeta.

A próxima greve mundial está marcada para 24 de maio.