Europa põe ponto final ao plástico de uso único

A partir de 2021, plásticos de utilização única, para os quais existem alternativas mais sustentáveis, serão erradicados. A proposta da Comissão Europeia, acordada entre os estados-membros da União Europeia, foi formalizada a 27 de março.

As palhinhas de plástico serão proibidas a partir de janeiro de 2021.

A venda de produtos de plástico como as palhinhas, os cotonetes e os agitadores de café serão proibidos já a partir de 2021. A nova lei terá efeito em todos os países da União Europeia, que acordaram mais esta medida para a redução da produção de plásticos de utilização única.

Sobre as regras impostas aos países-membros da UE, destaca-se também a obrigatoriedade de identificar alguns produtos que contêm plástico na sua composição e que podem induzir os consumidores em erro, como é o caso das toalhitas húmidas e dos filtros de tabaco.

Estas e outras decisões comunitárias no âmbito da sustentabilidade ambiental, em especial no que respeita às restrições na produção de plástico, já se refletem em algumas estratégias de grandes marcas, um pouco por todo o mundo, e as notícias de boas-práticas são cada vez mais frequentes.

As palhinhas, quando chegam ao contentor amarelo, muitas vezes não são sequer processadas pelas máquinas de reciclagem, tal é a leveza do plástico que as compõe. Na praia, por exemplo, também é comum que as palhinhas sejam levadas pelo vento até ondas e areais mais distantes.    

Da teoria à prática

© European Union 2018. Painel de discussão sobre soluções empresariais para prevenir resíduos plásticos de uso único no meio ambiente

A proposta da Comissão Europeia foi apresentada pela primeira vez em maio de 2018 como forma de assegurar que os países-membros irão, efetivamente, proibir a utilização de determinados produtos – como as referidas palhinhas e talheres de plástico – que representam grande parte dos detritos de plástico encontrados nas praias de todo o mundo.

A proposta foi votada no Parlamento Europeu em outubro de 2018 passando depois por negociações com os governos de cada país no Conselho da União Europeia. Depois do “fumo branco”, em dezembro, a lei foi formalmente aprovada no final do primeiro trimestre de 2019.